segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Porto Alegre realizou no dia 25 de outubro, a 13ª Parada Livre


Milhares de pessoas comemoraram os 13 anos de Parada Livre, em Porto Alegre, que foi realizada no último domingo, 25 de outrubro, na Redenção. "São 40 anos de movimento LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais) e nossas demandas continuam atuais. Há muita violência contra nós e pouquíssima política pública, o que nos deixa muito vulneráveis, por isso escolhemos este ano o tema "Direitos sim, violência não", sintetiza Marcelly Malta, coordenadora geral da ONG Igualdade.


Bandeiras do arco-íris, mais de 10 trios elétricos, artistas como Dandara Rangel, Laurita Leão e Glória Cristal, Djs como Udo Werner e Samuel Thomas animaram a festa e levaram milhares de pessoas para comemorar os 13 anos de Parada Livre, em Porto Alegre, que foi realizada no último domingo, 25 de outrubro na Redenção, onde ocorre todos os anos e, também, para marcar esta data, que é, acima de tudo, um dia de luta pelos Direitos Humanos de LGBT - lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais.

Marcelly Malta, coordenadora geral da Igualdade, que é uma das organizadoras do evento, afirma "são 40 anos de movimento LGBT e nossas demandas continuam atuais. Há muita violência contra nós e pouquíssima política pública, o que nos deixa muito vulneráveis, por isso escolhemos este ano o tema "Direitos sim, violência não", sintetiza.

No ano passado, dados do movimento LGBT apontam que 190 homossexuais foram assassinados no país, o que representa mais de um a cada dois dias. O número registra um aumento de 55% em relação a 2007, quando foram notificados 122 homicídios de LGBT. Em 2008, os gays foram a maior parte das vítimas (64%), enquanto as travestis e transexuais representaram 32%, e as lésbicas, 4%.

Por isso que autoridades de peso que trabalham com Direitos Humanos participaram e entraram firme na luta contra a homofobia. O dr. Paulo Leivas, Procurador da República e a dra. Marcia Medeiros, Procuradora do Ministério Público do Trabalho; além de ativistas nacionais, tais como Toni Reis, presidente da ABGLT - Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bisexuais e Travestis e de Rafaelly Weist, da ANTRA - Articulação Nacional de Travestis e Transexuais, marcaram presença.

Neste ano mais uma vez os grupos LGBT gaúchos estão mostrando amadurecimento e união. A Coordenação Geral está sob a responsabilidade da Igualdade - Associação de Travestis e Transexuais do Rio Grande do Sul, mas também compõem a comissão organizadora os grupos Nuances - Grupo Pela Livre Expressão Sexual; SOMOS Comunicação, Saúde e Sexualidade; Liga Brasileira de Lésbicas da Região Sul e URSUL.

Nesta 13ª edição da Parada Livre o evento conta com o apoio do Ministério da Saúde, da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, através das Secretarias de Saúde e de Direitos Humanos e Segurança Urbana; do Governo do Estado do RS e da RNP - Rede Nacional de Pessoas que Vivem com HIV/Aids.


Fonte: Portal Athos GLS http://www.athosgls.com.br

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Parada Gay de Salvador reúne 600 mil pessoas e comemora 30 anos do GGB


Mesmo com sol tímido e previsão de chuvas, o bairro do Campo Grande, em Salvador, lotou para ver passar a 8ª Parada Gay, organizada pelo GGB (Grupo Gay da Bahia). Programada para iniciar às 14h, Luiz Mott abriu a Parada, ao lado do presidente do GGB, Marcelo Cerqueira, às 15h20 com um discurso emocionante, com público estimado em 600 mil pessoas, segundo a Polícia Militar.Por volta das 13h30 Mott e Cerqueira receberam jornalistas no lobby do hotel Trocipal da Bahia. O espaço foi pensado para ser a coletiva de imprensa, onde foram fotografados, ao lado de travestis e drag queens, e entrevistados por diversos veículos, dando visibilidade para todos os segmentos. A Parada marcou não só mais um ano de visibilidade, mas também as comemorações dos 30 anos do GGB. Mott falou em público o que o motivou a fundar a ONG. "Só porque eu estava com meu namorado, vendo o pôr-do-sol no Farol da Barra um machão me deu um tapa na cara, porque eu era gay", lembrou, emocionando os presentes em todos os trios. O antropólogo e professor usou seus clássicos bordões como "se você é sapatinha ou sapatona, não importa, beije sua companheira", "a Bahia é gay" entre outros. No entanto, lembrou que mesmo toda a visibilidade alcançada nos 30 anos de trabalhos do GGB o Brasil ainda está longe de ter quebrado todos os preconceitos. "Na Bahia foram 18 mortes por homofobia este ano", anunciou. Léo Kret, vereadora na capital baiana pelo PR, também esteve presente na abertura e mostrou que está cada vez mais politizada. A travesti se disse "muito feliz" com a aprovação do seu projeto que criminaliza atitudes morais ou verbais contra homossexuais, aprovado pela Câmara dos Vereadores. Na abertura também esteve presente Rui Costa, secreatário de relações institucionais, representando o governador Jaques Wagner; a vereadora Aladice Souza e Patrícia Nunes, da 1ª delegacia da mulher. Após a fala de Aladice e Patrícia, Marcelo Cerqueira descontraiu falando que "elas são tímidas para falar em público, mas são ponta firme lá no trabalho delas". No trio oficial, a cantora Nara Costa, responsável pelo hit "Arrocha" cantou o Hino Nacional, que marcou o início do comboio composto por dez trios elétricos. Os carros começaram o circuito Campo Grande - Castro Alves por volta das 16h. Além do trio oficial, os clássicos Off Club/Disponivel.com e da drag Dion marcaram presença, além do trio da festa Platinum - que está divulgando seu Réveillon no camarote de Daniela Mercury -, e da UNE. O trio da Off Club/Disponivel.com teve um problema com o gerador de energia e só conseguiu entrar no circuito por volta das 18h. Mesmo assim o público não deixou o carro, que é sempre um dos maios animados do trajeto. Márcia Franco, proprietária do clube, agradeceu ao público que ficou ao lado do trio. "Obrigado do fundo do meu coração", disse.Mesmo com atraso na saída o trio foi animado e contou com a presença do DJ norte-americano Bill Halquist. Fechou a Parada por volta das 20h30, em frente ao Tropical, mas o público só dispersou totalmente às 23h. Campanha A agência de publicidade Propeg, uma das principais da Bahia, produziu a campanha "Ainda está no armário?", que divulgou a 8ª Parada Gay de Salvador. No filme uma pessoa circula pela cidade dentro de um armário e a narração diz: "aproveita que está dentro do armário e escolha sua melhor roupa para a Parada Gay".

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Texto para '' Plenaria Nacional da UJS ''


Mais do que somos todos nós


O Brasil vive um período histórico. Nessa plenária, o mais importante é entendermos que a UJS também é responsável por isso.
Políticas para a Juventude vem sendo pensadas e executadas de norte a sul do país, os movimentos sociais estão mais organizados, os governos vem respondendo de forma positiva para combater as desigualdades de gênero e raça que fazem parte da nossa construção enquanto nação.

Parte dessas ações, as políticas de combate a homofobia e promoção da cidadania de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais tem avançado significativamente nos últimos anos. Fruto de uma estratégia de organização correta por parte do movimento LGBT e da conjuntura política favorável com a eleição presidencial de 2002, o movimento nacional LGBT tem conseguido fazer com que as políticas para a população LGBT se tornem parte da pauta dos governos e da sociedade civil.

O termo homofobia, ainda não incorporado nos dicionários, tem sido utilizado e se tornado comum para a sociedade como um todo. A diretiva dada pelo movimento, com a campanha de aprovação do PL 122 de 2006, publicizando o termo homofobia para designar o ódio ou aversão a LGBTs, ou num sentido mais amplo, a pessoas que não cumprem com o rol das expressões de gênero majoritárias na sociedade, popularizou o termo, e ampliou o debate na sociedade sobre a discriminação e que milhares de brasileiras e brasileiros sofrem cotidianamente, por conta de sua orientação sexual e/ou identidade de gênero.

Em 2008 tivemos a realização de duas importantes conferências. A I Conferência Nacional de Políticas Públicas para a população LGBT e a I Conferência Nacional de Juventude. A Frente LGBT da UJS participou de ambas. Na Conferência Nacional de Juventude, coordenamos o GT LGBT e ajudamos na elaboração da cartilha temática “Cidadania LGBT”. Na Conferência LGBT ajudamos na construção do capitulo sobre “juventude” do texto base e participamos, não da forma como gostaríamos, mas da maneira que conseguimos de diversas etapas estaduais e municipais. Destaque para a etapa estadual paulista, na qual a realização de um GT de Juventude só foi possível devido a reivindicação da UJS e sua articulação com as ONGs e entidades do Fórum Paulista LGBT que tinham a maioria da delegação presente. Essa conferência nacional resultou no lançamento em maio de 2009, do Plano Nacional de Políticas para a população LGBT.
A realização das metas e ações contidas nesse plano, depende da mobilização dos movimentos sociais, e a UJS tem papel importante a cumprir nesse sentido. Essa é uma das tarefas de nossa frente para o próximo período.

Por que nada é como eu queria que fosse? Isso tudo ao meu redor Quem é que trouxe?
( Cachorro Grande )


Reunir, formar e organizar. Essas são as palavras que vão dirigir a atuação da frente LGBT da UJS no período que se inicia. Apesar dos avanços que temos tido na atuação da frente, com os espaços que temos participado, as alianças que temos construído, percebemos que nossa atuação tem sido pontual, reduzida e infelizmente, ainda guiada pelo espontaneismo.

Uma primeira avaliação é que não temos até o momento uma frente organizada nacionalmente. A frente é composta hoje por poucas e poucos militantes LGBT, e que ainda, em alguns casos, não atuam diretamente nesse movimento. São comuns situações em que LGBTs filiados a UJS não tem atuação no movimento LGBT, exercendo tarefas em outras frentes. Isso obviamente é um problema natural, na medida em que iniciamos nosso trabalho nessa frente há pouco tempo. Assim uma primeira tarefa institucional, é organizar nosso coletivo. Precisamos levantar quantos filiados LGBT temos em nossa organização, e isso pode ser feito a partir da inclusão do quesito orientação sexual e identidade de gênero nas nossas fichas de filiação. Isso permitiria uma auto identificação voluntária por parte das/os filiadas/os e nos permitiria levantar quantos LGBTs temos e onde estão. Além de contribuir para um ambiente mais favorável no interior da própria UJS.

Outro passo importante é levantarmos todos os filiados da UJS que atuam de alguma forma no movimento LGBT, seja apoiando a organização de Paradas do Orgulho, trabalhando em ONGs ou participando de coletivos universitários. É preciso que as direções estaduais informem ao coletivo nacional os dados desses militantes, para que a frente possa construir uma rede ampla de contatos que permita mais organicidade e enraizamento para sua atuação.
Necessitamos de dirigentes estaduais atuando nessa temática. As direções estaduais precisam olhar com atenção quais militantes têm condições de assumir essa tarefa em cada esfera. Esses militantes não precisam ser quadros formados, ou com experiência de atuação nesse movimento, realidade que não temos, mas precisam ter condições e perfil para se tornarem dirigentes dessa frente, o que deve ser avaliado por cada direção estadual.

Outro passo importante, que depende sobremaneira do anterior, é a realização do I Encontro Nacional LGBT da UJS. Esse encontro precisa ser construído para elaborar uma síntese da nossa atuação no movimento LGBT, nortear nossas ações e também como espaço de instrumentalização dos jovens LGBT filiados a UJS da política de nossa entidade.

O terceiro passo é o inicio de uma atuação mais qualificada da UJS nesse movimento. Aqui precisamos dar inicio a uma ocupação mais organizada dos espaços hoje existentes, seja assumindo a organização de Paradas do Orgulho LGBT, principal ação de visibilidade de massas desse movimento, construindo ou disputando espaço nas ONGs desse movimento, trabalhando para que nossos DCEs em coletivos universitários LGBT vinculados a sua estrutura e mesmo iniciando a disputa de rumos e de espaços nas organizações estaduais e nacional, ou seja, nos fóruns estaduais LGBT e na ABGLT, a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais.



Todos esses passos são necessários para organizar e qualificar nossa atuação, e foram pensados para serem executados de forma interligada, a partir de cada etapa. A existência dessas etapas, porém, não inviabiliza a realização de uma ou mais ações, presentes em um ou mais dos objetivos acima, de forma concomitante.

Precisamos nos organizar, nos formar, e ocupar espaço no movimento organizado. Para isso é importante que nossos militantes que já atuam em ONGs LGBT iniciem sua participação no Coletivo Nacional de Juventude da ABGLT, caso suas ONGs já sejam filiadas a entidade nacional, ou pressionando para que suas entidades se filiem. Os militantes LGBT da UJS que residam em municípios onde já existem Paradas do Orgulho, devem se aproximar da organização dessas ações, assumindo tarefas nas mesmas e garantindo que a expressão desses eventos, seus materiais etc sejam pensados a partir da política da UJS. Essa é uma forma de fazer o embate ideológico na sociedade não a partir apenas da reivindicação do fim da discriminação contra LBGT, mas do projeto mais amplo que temos de sociedade.

Nossa gestão a frente de DCEs, UEEs, entidades secundaristas estaduais, da UNE, da UBES e de outras entidades, deve servir para criar na cabeça e no coração de milhares de jovens brasileiros que o sonho de um país socialista é o sonho daquelas e daqueles que desejam um Brasil sem desigualdades de classe, mas também sem homofobia, sem racismo, sem machismo e nenhuma outra forma de opressão.





Denílson Junior
Diretor LGBT da UJS
É a necessidade de esperança que nos faz luta !

Veja a programação do Encontro Secundarista e da Plenária Nacional da UJS


A UJS realizará, entre os dias 7 e 9 de setembro, no Rio de Janeiro, o Encontro Nacional de Estudantes Secundaristas e a Plenária Nacional da União da Juventude Socialista. A ideia é que o evento secundarista prepare a militância para a grande batalha do semestre que será o 38º Congresso da UBES, discuta a importância deste movimento para os 25 anos da UJS, bandeiras educacionais e lance o movimento "Arrastando Toda a Massa" para mobilizar milhões de estudantes pelo país.

Já a Plenária Nacional cumprirá o papel de atualizar o planejamento estratégico da UJS e promover alterações na direção nacional, debater o plano de campanha ao Congresso da UBES, projetar a agenda de atividades em comemoração ao jubileu de prata da entidade juvenil socialista, realizar balanço da atuação no Congresso da UNE.

O público da Plenária Nacional está previsto no estatuto da UJS e pode ser conferido neste site. Já o Encontro Secundarista é aberto à militância da UJS.


Programação do Encontro Secundarista

07/09 (segunda)

9h – 12h: Mesa 1: “2010 é o centro: o movimento social na luta por um Novo Projeto Nacional de Desenvolvimento que fortaleça a Nação e aprofunde as mudanças”

Debatedor: Adalberto Monterio - Sec. de Formação e Propaganda do PCdoB e Presidente da Fundação Maurício Grabóis;


12h – 13h30: Almoço


13h30 – 16h: Mesa 2: “Uma UJS mais secundarista – a importância da militância secundarista nos 25 anos da UJS e para a construção de uma entidade juvenil socialista de massas”

Debatedores:

Manuel Rangel – presidente da UBES em 88/89 e ex-coordenador geral da UJS;

Igor Bruno – presidente da UBES em 2001 - 2003 / Presidente da UJS do RJ;

Marcelo Brito “Gavião” – presidente da UBES em 2003-2005 e atual presidente da UJS.


16h – 19h30: Mesa 3: “O reequilíbrio na prática – novo método de eleição da UBES e renovação das bandeiras educacionais”

Debatedores:

Ismael Cardoso – Presidente da UBES;

Ticiana Alvares – Executiva da UJS;

Márcio Cabral – Diretor de Mov. Univ. da UJS e responsável pela elaboração das bandeiras educacionais da tese ao 38º Congresso da UBES.

Programação da Plenária Nacional da UJS


08/09

09:00h - Plano de Gestão da UJS - Perspectivas até junho de 2010;
Apresentação do Plano de Trabalho das frentes de atuação da UJS.

12:00h - Almoço

14:00h - Alterações na Direção Nacional, Comissão Diretora e Executiva da UJS;

Intervenções;

17:00h - Saudação aos 25 anos de aniversário da UJS;

09/09 - (quarta)

09:00h - Campanha do 38º Congresso da UBES

12:00h - Almoço

16:00h - Balanço do 51º Congresso da UNE

- Encaminhamentos.

Taxa de inscrição da Plenária Nacional da UJS:

R$ 35,00 - Para quem possui a Carteirinha de militante da UJS;

R$ 50,00 - Para quem não possui a Carteirinha de militante da UJS (já incluso o preço da carteira);

- A inscrição é obrigatória e garante o alojamento de duas noites (07/09 a 09/09) em quartos c/ beliche. A alimentação correrá por conta de cada participante.



De São Paulo,

Fernando Borgonovi


http://www.ujs.org.br/portal/index.php?option=com_content&view=article&id=388:veja-a-programacao-do-encontro-secundarista-e-da-plenaria-nacional-da-ujs&catid=38:ultimas&Itemid=100

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gay Bikers


SÃO PAULO – Dentro do projeto Virada Esportiva, promovido pela Secretaria Municipal de Esportes (Seme) da Prefeitura de São Paulo, o grupo São Paulo Gay Bikers (SPGB) vai realizar o 1º Passeio Ciclístico da Diversidade Sexual de São Paulo, no dia 19 de setembro. A concentração será no Largo do Arouche, no centro, com saída às 22h. [Veja itinerário]

O projeto é feito em parceria com a Secretaria de Participação e Parceria (SMPP), por meio da Coordenadoria de Assuntos de Diversidade Sexual (Cads), da prefeitura paulista, do Comitê Desportivo GLBT Brasileiro (CDG Brasil) e do KFuture Projetos Esportivos

Além de ser uma atividade esportiva, o passeio pretende divulgar a campanha Não Homofobia e aliar diversão e visibilidade. Com isso, conclamar a população heterossexual ao bom convívio com a diversidade sexual, bem como de outros grupos marginalizados.

O trajeto terá 17 quilômetros, e vai passar pelos principais pontos turísticos e prédios emblemáticos da capital paulista até retornar ao Largo do Arouche, quando será premiada a bicicleta mais enfeitada e o ciclista mais original. O passeio está aberto a todos os interessados, independente de orientação sexual. Estes devem se inscrever pelo e-mail ciclismodiversidade@gmail.com, com nome e telefone para receberem a ficha de inscrição pelo correio eletrônico ou no dia do evento. Não haverá taxa de inscrição. Mais informações no site: www.ciclismodiversidade.wordpress.com

Itinerário do passeio – Largo do Arouche, rua Vieira de Carvalho, praça da República, avenida São Luís, viaduto Nove de julho - Jacareí, rua Maria Paula (viaduto Ana Paulina), praça Dr. João Mendes, rua Anita Garibaldi, rua Roberto Simonsen, rua Boa Vista, Pátio do Colégio - ponto de hidratação, largo São Bento, rua Libero Badaró, viaduto do Chá, rua Xavier de Toledo (Teatro Municipal), rua Conselheiro Crispiniano, avenida São João (até rua Helvétia), alça de acesso ao Minhocão, Minhocão até Largo Padre Péricles - ponto de hidratação, rua Cesário Mota, rua Major Sertório, avenida Ipiranga, avenida São Luís, rua Martins Fontes, rua Augusta, rua Luís Coelho, rua Frei Caneca, rua Caio Prado, rua da Consolação, rua Rego Freitas e largo do Arouche – ponto de hidratação

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Kassab confirma Parada Gay na Paulista; Inscrições para trios já estão abertas

Após a polêmica do pedido de plebiscito encaminhado pelo senador Eduardo Suplicy (PT-SP) para se decidir através do voto popular se a Parada Gay continuaria ou não na avenida Paulista, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM-SP), reuniu-se com a direção da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (Cads) e reiterou a realização do evento no local em 2010.

No entender da Prefeitura e da Cads, não tem por que a Parada ser realizada em outro lugar, visto que, além de ser o cartão postal da cidade, mudar o local de realização poderia interferir negativamente no turismo. Também entendem que não há motivo que justifique a realização de um plebiscito para se decidir o endereço da manifestação. Tal posição conta com o respaldo do coordenador da Cads, Franco Reinaudo, e da Associação da Parada do Orgulho GLBT (APOGLBT), conforme já adiantado pelo A Capa.

Sobre os problemas de segurança ocorridos este ano, a direção da Cads disse à reportagem que já está estudando novas medidas e também maneiras de atrair as casas noturnas. Também estuda o horário, pois a rápida dispersão na Paulista - este ano às 16h já não havia mais trio elétrico na avenida - foi motivo de críticas de muitas pessoas. Ainda segundo o órgão, tudo está sendo pensado em parceria com a APOGLBT para que o evento no ano que vem seja realizado com qualidade e total segurança.

Inscrições para trios elétricos já estão abertas
Para agilizar o processo e evitar confusões em cima da hora, por meio de sua assessoria de imprensa, a APOGLBT informa que as inscrições para os trios elétricos para a Parada do Orgulho LGBT de 2010 já estão abertas. Os interessados em participar com trio na próxima Parada devem entrar em contato com a associação.

link
http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=9129&titulo=Kassab+confirma+Parada+Gay+na+Paulista%3B+Inscri%E7%F5es+para+trios+j%E1+est%E3o+abertas

Suplicy envia pedido de plebiscito sobre Parada Gay na Pauista

O senador Eduardo Suplicy (PT-SP) encaminhou ofício (nº 01244/2009) no dia 20 de julho à prefeitura de São Paulo com a sugestão de um eleitor: que se realize uma consulta pública para que os paulistanos decidam se a Parada do Orgulho de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT) deve, ou não, continuar na Avenida Paulista. O movimento GLBT rechaça a possibilidade de realização da consulta e cobra posicionamento do senador, que diz não concordar com o teor do e-mail que recebeu.

Parada do Orgho Gay 2007, na Avenida Pauista
Um cidadão encaminhou mansagem eletrônica ao senador Eduardo Suplicy pedindo que este tomasse providências para que se retirasse a Parada do Orgulho GLBT de São Paulo da Avenida Paulista. Entre os argumentos, o eleitor relata que durante a parada pôde reparar vários "homossexuais se agarrando pelas ruas e que crianças pequenas presenciavam tais cenas de imoralidade". Prossegue e afirma que o natural é pai e mãe. No e-mail, o cidadão aponta ainda que a realização da parada tem como saldo "inúmeros automóveis depedrados, excessos nas comemorações e estímulo ao consumo de álcool", e considera que isso "causou constrangimento aos cidadãos que trabalham na Avenida Paulista e arredores".

O intuito da mensagem eletrônica é fazer uma solicitação ao senador: que encaminhe à prefeitura de São Paulo uma proposta de plebiscito acerca da realização da Parada do Orgulho GLBT na Avenida Paulista. O senador atendeu ao pedido do eleitor. Como Suplicy participa da frente parlamentar de combate à homofobia, o movimento LGBT agora cobra seu posicionamento em relação à consulta.

Em resposta à proposta do plebiscito, a diretoria da APOGLBT (Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo), organizadora da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, emitiu no da 06 de julho ofício ao prefeito Gilberto Kassab, com cópia para a Subprefeitura da Sé e para a SEPP (Secretaria Especial de Participação e Parceria), solicitando que a manifestação continue a ser realizada na Avenida Paulista durante os próximos 10 anos. O documento inclui a cessão do Vale do Anhangabaú para sediar a Feira Cultural LGBT, no mesmo período. A presidência da ABGLT (Associação Brasileira de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais) emitiu ofíci siilar m17 e outubo, refoando o pedido feito pela APOGLBT na semana anterior. Em entrevista à revista "A Capa", o presidente da APOGLBT, Alexandre Santos, disse concuir, pelo ofício enviado à prefeitura, que o senador Suplicy concordava com o teor da mensagem que lhe foi enviada.


Suplicy: "sou a favor da Parada Gay"

O senador diz que se trata de uma conclusão precipitada. "Sou inteiramente a favor da Parada Gay, da qual muitas vezes tenho participado. Sou a favor da liberdade para a sua realização e tenho convicção que a maioria do povo de São Paulo também é", esclarece o parlamentar. Suplicy entende que o envio do ofício faz parte do seu papel de parlamentar: "quando um eleitor manda um documento e pede que seja encaminhado para a autoridade competente, eu encaminho, não quer dizer que concordo com os termos da carta".

Sobre a realização da consulta pública, o diretor de LGBT da União da Juventude Socialista (UJS), Denilson Batista, afirma que seria inconstitucional, pois a Constituição garante o direito de manifestação. O senador Suplicy diz estar de acordo com o argumento de Denilson e vai além: "esta consulta já está realizada, pela tão expressiva participação do povo de São Paulo e de todo o país [na Parada do Orgulho LGBT]".

Sobre o conteúdo do e-mail enviado ao senador, Denilson considera homofóbico, mas faz questão de esclarecer alguns dos questionamentos levantados pelo autor da missiva: "é natural que haja tumultos em atividades de grande aglomeração, especialmente neste ano, pois havia obras na Avenida Paulista e a prefeitura nos orbigou a ocupar apenas uma via". O jovem relata que foram contratados ao menos 10 mil seguranças pela organização da Parada do Orgulho LGBT deste ano e a Guarda Civil colocou dois batalhões em serviço exclusivamente para a manifestação.

3 milhões na Paulista

A primeira Parada Gay de São Paulo aconteceu em 1997 e reuniu 2 mil pessoas. De lá para cá, o movimento tem conseguido resultados surpreendentes e, em 2009, participaram do evento 3,1 milhões de pessoas, conforme o divulgado pela Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo. Para Denilson, a realização da Parada na Avenida Paulista é fundamental, pois garante a visibilidade pretendida pelo movimento.

Por Luana Bonone

Fórum paulista LGBT visita a sede da UNE


No último domingo, 23 de agosto, a sede da UNE recebeu ativistas do movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais do Estado de São Paulo. As/os ativistas participaram de uma reunião do Fórum Paulista LGBT (www.forumpaulistalgbt.org). O Fórum é a rede que congrega os cerca de 20 grupos e ONGs do movimento no estado. O novo presidente da UNE, Augusto Chagas, estava cumprindo agenda no México e não pode participar da reunião, mas enviou saudações. Na ocasião, as/os ativistas discutiram temas como laicidade do Estado, políticas de redução de danos para usuários de drogas, patentes de medicamentos para portadores do vírus HIV, além de projetos de lei de combate a homofobia e o andamento das políticas de promoção da Cidadania LGBT no Estado de São Paulo. Tema polêmico debatido foi a influência do fundamentalismo religioso nas violações de direitos humanos ocorridas contra a população LGBT do Brasil. Somente em 2008, segundo dados do GGB, Grupo Gay da Bahia, 190 homossexuais foram assassinados no país.

No período da manhã, o Fórum conversou com Daniel Sotomaior, da ONG Brasil para Todos, sobre laicidade do Estado e retirada de símbolos religiosos de repartições públicas. A ONG foi responsável pela ação, que corre na 3ª Vara Federal do Estado, movida pelo Ministério Público, que pede a retirada de todos os símbolos religiosos das repartições públicas da União.

O Fórum também recebeu a visita do deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP), que discutiu com as/os ativistas a tramitação dos projetos de lei de interesse do segmento no Congresso Nacional, além das políticas de drogas e medicamentos para portadores de HIV/AIDS. O deputado se comprometeu a ajudar o Fórum na articulação com os senadores para discutir a aprovação do PLC 122/06, em tramitação no Senado Federal, que torna crime a discriminação contra LGBT no país.

Alessandro Melchior, da Comissão Executiva do Fórum Paulista LGBT, informou que a UNE é a primeira entidade a receber a reunião itinerante do Fórum. “A idéia é visitar a UNE, centrais sindicais, sedes de outros movimentos sociais. Uma via de mão dupla, dessa forma, nós aproximamos as pautas”, conta o ativista.

Ao final da reunião, o plenário do Fórum ainda aprovou moção de congratulação à nova diretoria da UNE, em especial a nova diretora LGBT, Rídina Mota, e a nova direção da União Estadual dos Estudantes de São Paulo.

De São Paulo,
Denilson Junior

Em festa contra toda forma de preconceito


O sol forte do domingo foi um presente para a organização da 9ª Parada Livre de Santa Maria. Ele deu ainda mais brilho à festa que, tradicionalmente, é marcada pela presença de muitas bandeiras coloridas. Ontem à tarde, no Largo da Locomotiva, centenas de integrantes do Movimento GLBT (gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros) e simpatizantes participaram do encerramento da parada. No sábado, também ocorreram atividades ligadas ao evento, como debates e seminários em torno do tema “Sem Homofobia, Mais Cidadania!”.

Antes da festa no Largo da Locomotiva, foi feita a 2ª Caminhada Contra Toda Forma de Preconceito, que seguiu pela Rua do Acampamento. Os integrantes do Movimento GLBT carregavam cartazes que pediam respeito e o fim do preconceito.

– Estamos buscando nosso espaço. Junto com outros movimentos sociais, fizemos discussões que têm como objetivo fazer com nos olhem como cidadãos. Em nove anos, já avançamos muito, mas ainda é preciso lutar pela nossa igualdade – disse Marquita Quevedo, da comissão organizadora da Parada Livre.

De acordo com Marquita, além de Santa Maria, o evento teve presença de grupos vindos de Rosário do Sul, Júlio de Castilhos, São Gabriel, Cacequi, Cruz Alta, Bagé, Uruguaiana, Santa Cruz do Sul, Ijuí e Porto Alegre.

A festa seguiu até o fim da tarde. Entre as atrações, houve show de uma banda punk, discursos de integrantes do Movimento Gay e show de drag queens. Para quem passou pelo Largo da Locomotiva, a festa foi um espetáculo de cor e alegria.

– Acho que não se pode ter preconceito. Eles têm direito a fazer a festa deles, e nós viemos prestigiar – afirmou a técnica de Enfermagem Micheline Moreira, que estava acompanhada da família.

Fonte: Diário de Santa Maria
Fotos: Luciele Alves Fagundes




quinta-feira, 21 de maio de 2009

Cuba realiza marcha contra homofobia


Pela segunda vez consecutiva Cuba realizou uma marcha e eventos no Dia Mundial Contra a Homofobia (17/05), em Havana e também em outras províncias. Participaram da caminhada gays, lésbicas, transexuais, travestis e o público em geral que, depois de caminharem, realizaram atividades no Gala Cultural.Também houve atividades no Pavilhão Cuba, sede da União Nacional de Escritores e Artistas de Cuba (UNEAC), com presença de lésbicas, bissexuais e transexuais. Nas ruas os grupos realizaram uma passeata contra a homofobia, com um detalhe: esta foi a primeira da história da ilha de Fidel a ser organizada diretamente por homossexuais.A grande incentivadora das comemorações contra a homofobia e de outros eventos ligados ao tema LGBT é Mariela Castro, filha do presidente de Cuba, Raúl Castro, e que está à frente do Centro Nacional de Educação Sexual (CENSEX)

sábado, 16 de maio de 2009

Marcha Paulistana e Ato Público contra a Homofobia


Marcha Paulistana e Ato Público contra a Homofobia

Para comemorar o Dia Internacional de Combate à Homofobia, o Centro de Referência da Diversidade – Grupo Pela Vidda/SP, a Associação da Parada do Orgulho GLBT e o Coletivo de Feministas Lésbicas realizarão em São Paulo, SP, no próximo dia 18 de maio a Marcha Paulistana e Ato Público contra a Homofobia.

Desde o dia 17 de maio de 1990, a Organização Mundial de Saúde não considera mais a homossexualidade como doença. No entanto, diariamente lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais são vítimas do preconceito baseado em orientação sexual ou identidade de gênero. No mundo, 80 países criminalizam a homossexualidade, sete deles com pena de morte (Afeganistão, Sudão, Irã, Arábia Saudita, Paquistão, Emirados Árabes e Iêmen). Em Cuba, Nigéria, Líbia, Índia, Malásia e Jamaica, a legislação local prevê 10 anos de prisão para quem praticar atos homossexuais. Na Uganda e em nossa vizinha Guiana, a pena é de prisão perpétua.
Na cidade de São Paulo, apesar de cosmopolita e vanguardista, a população LGBT ainda sofre com a discriminação, até mesmo com violência física e assassinatos. Isto é inaceitável. Por isso, o Centro de Referência da Diversidade, a Associação da Parada do Orgulho GLBT e o Coletivo de Feministas Lésbicas realizarão no próximo dia 18 de maio marcha e ato contra a homofobia, em referência ao dia 17 de maio, Dia Internacional de Combate a Homofobia.

A concentração será no CRD que fica na rua Major Sertório n° 292/294, próximo ao metrô república às 14h30, com saída às 15h. A marcha seguirá até a Câmara dos Vereadores, onde será realizado o ato público, chamando os/as vereadores/as à responsabilidade e a importância da aprovação de projetos de leis municipais que garantam os direitos da população LGBT. Na ocasião, será lido o Manifesto da Marcha Paulistana contra a Homofobia (ver abaixo).

O ato conta com apoio da Coordenaria de Assuntos da Diversidade Sexual da Cidade de São Paulo, do Centro de Referência de Combate a Homofobia e da Rede Brasileira de Comunicadores GLS.


Manifesto da Marcha Paulistana contra a Homofobia
Desde de 17 de maio 1990, a homossexualidade não é mais classificada como doença pela Organização Mundial de Saúde. Nessa data, a assembléia geral da OMS aprovou a retirada do código 302.0 (Homossexualidade) da Classificação Internacional de Doenças, declarando que “a homossexualidade não constitui doença, nem distúrbio e nem perversão”. A nova classificação entrou em vigor entre os países-membro das Nações Unidas em 1994. Com isso, marcou-se o início do fim de um ciclo milenar em que a cultura judaico-cristã encarou a homossexualidade primeiramente como pecado, depois como crime e, por último, como doença.

Hoje, 19 anos depois, milhões de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais ainda sofrem com o preconceito. A homossexualidade é considerada crime em 80 países e pode até levar à pena de morte. Mesmo em nossa cidade, a maior do país, diariamente presenciamos cenas de discriminação e violência contra a população LGBT. A homofobia, que pode ser definida como o medo, a aversão, ou o ódio irracional àquelas e aqueles que afetiva e/ou sexualmente não se enquadram nos padrões heteronormativos, é um mal que precisa ser combatido para que esses cidadãos e cidadãs possam viver bem, sem medo, no pleno exercício de seus direitos e deveres.

Nesta data nós nos reunimos para celebrar à vida. Relembramos que a população LGBT não é doente e denunciamos as formas de opressão que essa população tem sofrido – opressão esta inaceitável em uma sociedade democrática. Queremos uma sociedade mais justa e igualitária. Queremos um Estado realmente laico e de direito. Queremos ser felizes, qualquer que seja nossa orientação sexual ou identidade de gênero. É nosso direito

terça-feira, 5 de maio de 2009

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Na segunda temporada do Diz Aí, jovens que trabalham em ong´s dialogam a partir de suas ações concretas, conversarem sobre o que fazem, suas diferenças e identificações, fortalecendo a interconexão destes grupos e suas possibilidades de comunicação e mobilização

sábado, 2 de maio de 2009

Judeus, gays e mulheres protestam


A quantidade e a variedade de ONGs que protestarão contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil foi aumentando a cada dia na última semana.

A comunidade judaica gaúcha promoveu abaixo-assinado. Em São Paulo, a Juventude Judaica Organizada, com homossexuais e entidades defensoras das mulheres, fará um ato, neste domingo, na Avenida Paulista. “Um país democrático como o Brasil não pode receber um defensor do totalitarismo, da homofobia, do revisionismo histórico, da discriminação religiosa e das mulheres e da destruição de Israel”, diz a convocação para a manifestação.

Em Brasília, pessoas irão às ruas em pontos-chave vestindo camisetas e portando cartazes com as seguintes mensagens: “You send homosexuals to death” (Você manda matar homossexuais) ou “You throw stones at women” (Você atira pedras em mulheres). Será exibido um cartaz de 20 metros com fotos de crianças presas em um campo de concentração e dizeres em inglês: “How dare you deny?” (“Como ousa negar?”, sobre o Holocausto) e “You are not welcome in Brazil” (“Você não é bem-vindo no Brasil”).

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos, do Rio Grande do Sul, emitiu nota falando do “virulento antissemitismo” de Ahmadinejad: “Numa época em que se constata o crescimento do ódio aos judeus em todo mundo e que a negação do Holocausto atinge níveis preocupantes, é infamante (a visita).”

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Lottenberg, manifestou sua contrariedade.

– Repudiamos a presença de Ahmadinejad em um país como o nosso, democrático e hospitaleiro – disse.

Já a Federação Israelita do Rio Grande do Sul condenou Ahmadinejad, também, por financiar o terrorismo.



Homofobia e anti-semitismo

Mahmoud Ahmadinejad assumiu a presidência do Irã em 2005. Desde então virou alvo de diversas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos devido suas polêmicas declarações e atitudes. Entre outras coisas, Ahmadinejad já negou a existência do Holocausto, assim como estimulou o genocídio aos judeus, o que levou a Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém a pedir a ONU que o presidente iraniano fosse processado por estimular o genocídio.

Ahmadinejad também é inimigo da comunidade LGBT, já que as leis iranianas permitem que homossexuais sejam punidos com a morte. Estima-se que mais de quatro mil homossexuais já tenham sido assassinados no Irã desde 1979.

No final de 2007, em visita aos Estados Unidos, Ahmadinejad fez um discurso na Universidade de Columbia onde afirmou que no Irã não existiam homossexuais. "Nós não temos esse fenômeno. Nossa nação é livre", afirmou ele na ocasião. Um ano depois o presidente iraniano admitiu que talvez “existam” alguns homossexuais no seu país.

sábado, 25 de abril de 2009

Universidade Federal de Minas Gerais discute homofobia na Educação


Sob o tema "A escola está preparada para lidar com a diversidade sexual em sala de aula?" a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) recebe o seminário de encerramento do Projeto Educação sem Homofobia. O debate será realizado na quinta-feira (30/04) das 8h30 às 21h30.

Será realizada a mesa redonda "Projetos de combate a homofobia na educação". Deste debate irão participar o professor Alexandre Bortolini, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Fernando Pocahy, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFGS), e fechando a mesa, o pesquisador do INEP Rogério Junqueira.

Além dessa discussão outra que será promovida é a respeito dos movimentos LGBT, professores e diretores escolares da educação infantil, do ensino fundamental e médio. Essa roda de conversa finaliza o primeiro curso de capacitação de educadores do Projeto Educação sem Homofobia, que ocorreu de abril a dezembro de 2008 e atendeu cerca de 240 professores da rede municipal de Belo Horizonte.

O programa foi coordenado pelo núcleo de Direitos Humanos e Cidadania LGBT da UFMG e financiado pela Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (Secad/MEC).

Segundo o coordenador geral do projeto, Marco Aurélio Máximo Prado, professor de psicologia da UFMG, "o objetivo do Educação sem Homofobia foi colocar o tema das homossexualidades e das transexualidades no centro do processo de formação de alunos e educadores e apontar para a importância da universidade repensar suas práticas e formas de ensino à luz dos direitos humanos e sexuais".

Vale lembrar que a UFMG foi palco de violência homofóbica no começo desse ano.

No dia 24 de abril de 2009, o Núcleo LGBT da UJS lançou o grupo E –

com o tema `Diversidade Sexual nas
Escolas’ , tendo assim um grande avanço em nosso Estado para o
movimento pelo fato de sofrermos preconceito e sermos discriminado. E
com o grupo em Manaus vamos ter como começar a trabalha com os jovens
dentro da escola e, portanto tentar diminuir atos homofobicos em nosso
Estado. Samara Soares (Diretora E – Jovem Norte- AM), Diego Lima
(Coordenador LGBT da UJS/AM) e Fabio Martins (Diretor Do E - Manaus)
foram os idealizadores deste evento, que contou com a parceria do
Centro de Referencia em Combate á homofobia ‘Adamor Guedes’ e com
UMES/ Manaus.
Tivemos á presença do Bruno Correa (Presidente da UJS) ,do Matheus
Conceição (Presidente da UESP - União dos Estudantes Secundaristas de
Parintins), do Natanael Gomes (Diretor de Finanças UNEGRO de
Manacapuru), do Yann Evanovick (Presidente da UMES/ Manaus),da Mauren
Texeira (Coordenadora de Jovens Mulheres da UBM).

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Assassinato de gays tem crescimento de 55% em relação a 2007, aponta relatório do GGB


O Grupo Gay da Bahia (GGB) acaba de divulgar o seu relatório anual com os assassinatos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais em 2008 no Brasil. Segundo o levantamento, houve um aumento de 55% de mortes LGBTs em relação a 2007, que registrou um total de 122 mortes. Ao todo, 190 homossexuais foram executados no país.

Do número total, 64% são gays, 32% travestis e 4% lésbicas. O estudo aponta que o risco de uma travesti ser assassinada é 259 vezes maior em relação aos gays. Outro dado alarmante se refere ao Estado de Pernambuco configurado como o mais violento com 27 assassinatos.

Entre as regiões brasileiras, o Nordeste é a mais perigosa. O gay nordestino tem 84% de chances a mais em ser morto do que o gay residente no Sudeste e no Sul. Das vítimas mapeadas pelo GGB, 13% tinham menos de 21 anos. A pesquisa afirma que entre as vítimas predominam as travestis profissionais do sexo, cabeleireiros, professores e ambulantes. Entre os gays nota-se que boa parte dos crimes ocorre dentro de casa e as travestis são executadas a tiros nas ruas.

Em relação aos autores desses crimes, 80% dos criminosos são desconhecidos. Do restante, a maioria são garotos de programa e menores de 21 anos. Em termos globais, o Brasil é o campeão mundial em crimes homofóbicos. O México, segundo colocado no "ranking", teve 35 e o Estados Unidos 25 homossexuais assassinados. O GGB também calculou que no ano passado um homossexual era assassinado a cada dois dias.

"Não temos uma única opção sexual no Brasil", diz Lula a jornal turco


O presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, deu entrevista ao jornalista e ativista LGBT Kursad Kahramanoglu (foto) que trabalha para o jornal turco Birgun. Na entrevista eles conversaram sobre variados temas, entre eles economia e as realidades similares entre Turquia e Brasil. Porém, um dos assuntos chama a nossa atenção. Em dado momento, o repórter pergunta ao presidente Lula por que defender os direitos gays.

Lula diz que a "respota é simples". Segundo o presidente, seu governo trabalha no sentido de "reparação ao abandono que o povo brasileiro foi relegado há tanto tempo". Sobre a discriminação, Lula afirmou conhecê-la em suas "entranhas" e diz que a sua trajetória política é "de superação dos preconceitos". A respeito da diversidade, afirma que isso é uma característica de um país com "190 milhões de filhos" e que, para ele, "não há filho único, não temos apenas uma religião, uma raça e uma opção sexual".

O presidente também que o diálogo com todos os segmentos da sociedade é uma obsessão de seu governo e que eles combatem incansavelmente "toda forma de intolerância, de discriminação e preconceito". Nesse momento, Lula pontua a questão LGBT ao dizer que a sua administração "criou, por exemplo, o programa 'Brasil sem Homofobia' e apoia projeto de lei que criminaliza atitudes ofensivas ou discriminatórias em matéria de orientação sexual", referindo-se ao PLC 122/06 - que criminaliza a homofobia no Brasil e tramita há quatro anos no congresso brasileiro.

Pelo fim do vestibular, UBES e UNE tomam as ruas de São Paulo


Cinco mil estudantes forma às ruas de São Paulo, nesta quarta feira, na passeata pelo fim do vestibular organizada por UBES, UNE, UPES e UEE/SP.

Os manifestantes sairam do Masp em direção ao prédio da secretaria estadual de educação, onde protestaram contra o novo ocupante do posto mas já velho conhecido do movimento estudantil: o ex-ministro Paulo Renato (PSDB).

As entidades veem o fim do vestibular como uma vitória política, já que é uma bandeira levantada há muito pelos estudantes, mas consideram que a medida, por si só, não resolverá os problemas da educação. Além disso, os movimentos sociais que atuam na área reivindicam participação no debate sobre a alternativa ao vestibular a ser adotada.

A UBES, pelas palavras de seu presidente, Ismael Cardoso, discorda da fómula proposta feita pelo ministério da Educação de troca do atual vestibular pelo Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). "Seria como trocar seis por meia dúzia. O melhor é aplicar o Enem de maneira seriada, ou seja, no final de cada ano do Ensino Médio", alega.

Já a presidente da UNE, Lúcia Stumpf, vê a necessidade de "uma discussão ampla com a sociedade, principalmente com a comunidade acadêmica. [A medida] Não pode ser colocada como uma proposta unilateral isolada. O vestibular é apenas um dos pontos para a universalização do ensino".

Paulo Renato na mira

Na chegada à sede da secretaria estadual de educação, os estudantes afirmaram que Paulo Renato de Souza representa um período de triste memória para o ensino público e que rejeitam a visão privatista e mercadológica por ele implantada quando ministro da educação de FHC.

De início, o secretário mandou anunciar que receberia uma comissão de lideranças para discutir as reivindicações. No entanto, mostrando-se pouco afeito ao debate e muito apegado ao ar condicionado do gabinete, colocou assessores como interlocutores e, repetindo sua prática antidemocrática dos tempos de Brasília, recusou-se ao diálogo.

"Mais uma vez ele demonstrou quem é de verdade. O movimento estudantil tem na memória aqueles oito anos terríveis e antidemocráticos. Agora, o seu início na secretaria de São Paulo aponta para uma relação truculenta e desrespeitosa para com os estudantes", avalia Augusto Chagas, presidente da União Estadual dos Estudantes de São Paulo. "O cenário com Paulo Renato não indica que vá reverter o descalabro na educação estadual que vimos nesses anos, em particular no governo José Serra", conclui.

Para Arthut Herculano, presidente da União Paulista de Estudantes Secundaristas, "a manifestação foi o início de uma grande campanha de denúncia da má qualidade da educação no estado e vai continuar até que as reivindicações para obter a escola que queremos sejam atendidas. Para a Upes a prioridade é unir a sociedade em defesa de um novo projeto educacional para o estado".

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Jovem gay é agredido por skinheads em Curitiba


Na segunda-feira passada (23/03), um estudante gay do curso de Ciências Sociais da Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi agredido por volta das 18hs, na região do Alto da XV, por um grupo de supostos skinheads. Segundo o seu relato à Polícia Militar, o grupo era formado por mais ou menos dez homens, com cabelos raspados, usando suspensórios e coturnos. Tal descrição leva a crer que era um grupo de neo- nazistas.

O caso ocorreu na mesma semana em que o site A Capa noticiou caso de agressões em que homossexuais são vítimas de ataques com spray de pimenta, no centro de Curitiba. O garoto foi agredido com socos, pontapés e pedradas. O estudante terá que passar por uma cirurgia facial. Ele prestou queixa na polícia e fez exame de corpo e delito no Instituto Médico Legal (IML), por conta do espancamento. Os colegas de universidade do jovem organizam um protestos contra a homofobia para essa semana.

Segundo o Grupo Dignidade, os ataques homofóbicos promovidos por skinheads a travestis e homossexuais tem crescido nos últimos meses. De acordo o coordenador do Centro de Referência de Prevenção e Combate à Homofobia, Marcio Martins, "estes casos são apenas a ponta do iceberg, porque por causa do medo, a imensa maioria dos agredidos não registra a violência nem nos grupos de apoio e muito menos na polícia".

Câmara de Manaus derruba projeto anti-homofobia


Foi vetado ontem pela Câmara Municipal de Manaus o projeto de lei de autoria do vereador Hissa Abrahão (PPS), que proprunha a punição com multas a discriminação contra homossexuais. O autor da lei lamenta a derrocada do projeto. Para ele, a proposta foi mal entendida. "O objetivo do projeto era apenas punir alguém que discriminasse outra pessoa por orientação sexual", disse Hissa, que se inspirou em leis já existentes na Bahia e em São Paulo.

O apóstolo Marcel Alexandre (PMDB), um dos articuladores para que o projeto fosse derrubado, afirmou que o "direito democrático tem que ser rerservado". "É integridade do cidadão, você não pode tratar a opção de uma pessoa como se fosse questão de raça", declarou. O vereador alegou ainda que se tal lei fosse aprovada iria trazer "constrangimento para a Casa".

A presidente da Associação Amazonense de Gays, Lésbicas e Travestis (AAGLT), Bruna La Close, disse que "a Câmara está aplaudindo o preconceito, a discriminação e a homofobia". Ela declarou ser uma pena que a Casa ignore projetos que visam a conscientização da população. "Por ser um espaço público, deveria estar conscientizando as pessoas e não vetando projetos de suma importância", analisou a ativista.

sábado, 21 de março de 2009

Faculdade expulsa de moradia aluno acusado de espancar estudante gay


Um aluno de engenharia acusado de ter agredido o estudante de Artes Visuais, Fernando Ferreira, de 22 anos, dentro da Moradia II (alojamento dos alunos) por conta de sua orientação sexual, será expulso do conjunto dos alunos, segundo informa a assessoria de imprensa da Universidade Federal de Minas Gerais.

Segundo a assessora, as medidas podem não parar por aí. "Na segunda-feira haverá uma reunião com o conselho da Universidade para discutir uma provável expulsão do aluno", comunicou a universidade. Por meio da assessoria, a vice-reitora Heloisa Starling, disse não admitir esse tipo situação no campus da faculdade.

Na reunião de segunda-feira também será aberta uma sindicância para apurar um provável descaso por parte da segurança do alojamento. Segundo a denúncia de Fernando Ferreira, os seguranças permaneceram omissos por um bom tempo e poderiam ter evitado parte da agressão.

O caso

Na madrugada de sexta para sábado (14/03) o estudante Fernando e sua amiga Adriana chegavam da rua. Quando ambos estavam próximos a entrada do Moradia II, Fernando foi surpreendido pelas costas pelo aluno V. S. e agredido com um chute.

Ao conversar com a reportagem do A Capa o estudante de Artes Visuais contou que na primeira agressão correu para dentro da Moradia II. "Pensei que lá dentro estaria mais seguro por conta dos seguranças, mas eles não fizeram nada", relata. A sua amiga tentou defendê-lo, porém também foi agredida pelo garoto e pela namorada dele com chutes nas costas. "Se os seguranças tivessem intervido antes, ela não teria apanhado", cobra o estudante.

Fernando revela que durante a briga o agressor o chamava de "bichinha" e "viadinho". Segundo o rapaz, após a segurança do alojamento apartar a briga o agressor disse à sua namorada que já tinha conseguido o que queria. V. ainda proferiu ameaças e gritos de ódio como "nojo aos homossexuais". A vítima disse à reportagem que V. já demonstrava sinais de intolerância ao apelidar o quarto de Fernando de "gaiola das loucas" e declara que lá dentro "só há viados".

O aluno ficou com alguns hematomas na perna e teve o seu lábio estourado. "Agora já estou melhor", conta. Na madrugada da agressão ele fez Boletim de Ocorrência e Exame de Corpo de Delito que será encaminhado em carta à Reitoria da Faculdade. Sobre as ameaças o aluno disse temer pela sua segurança, pois conta que o agressor é uma pessoa "muito violenta". Também relata que entre alunos de engenharia é comum brincadeiras preconceituosas. "Para você ter uma ideia eles promovem o 'trote gay', vão até o campus de humanas e ficam humilhando as pessoas".

Questionado se pretendem fazer um beijaço, a exemplo da USP, Fernando disse que existe a possibilidade, mas, que também pensa em chamar algumas amigas travestis, ir a uma festa do pessoal de engenharia e "ficar por lá e ver o que acontece". Fernando foi assessorado pelo Grupo Universitário em Defesa da Diversidade Sexual (GUDDS) que encaminhou carta à diretoria do alojamento para expulsar o aluno agressor do Moradia II. O grupo também pediu a expulsão do aluno da instituição. Daniel Arruda, membro da entidade, disse que por enquanto o grupo deve esperar os resultados da ações constitucionais, para depois pensar em algum tipo de manifestação.

Essa luta nos UNE !


A nossa militância agora pode contar com uma imensa ajuda de uma entidade lgbt o o Grupo gay E-Jovem
com essa nova parceria ira sair muitas lutas e estratégias politicas para nossas entidades aguardem muitas coisas vem por aii UJS e E-Jovem na luta contra a homofobia e o capitalismo pela livre orientação sexual e o socialismo

quarta-feira, 11 de março de 2009

"As bancadas religiosas não são imbatíveis", diz diretor de pesquisa sobre homofobia


Em meados de abril do ano passado foi anunciada a iniciação de uma pesquisa inédita realizada pela Fundação Perseu Abramo (FPA) a respeito da homofobia em todo território nacional. Em fevereiro desse ano, o Brasil teve conhecimento dos resultados. A grande mídia alardeou em chamadas catastróficas que, segundo a pesquisa, "99% dos brasileiros são homofóbicos".

Para tirar a limpo tal impressão, entrevistamos Gustavo Venturi, coordenador da pesquisa e professor de Sociologia da USP (Universidade São Paulo). Questionado se vivemos em um país homofóbico, ele diz que há uma "taxa alta, mas minoritária de pessoas homofóbicas". Sobre o programa Brasil Sem Homofobia, concorda que foi um passo rumo ao progresso, porém, é necessário divulgá-lo mais. "Apenas 10% da população o conhece". Sobre as bancada religiosas, é enfático: "elas não são imbatíveis".

Podemos considerar o Brasil um país homofóbico?
Em certa medida o preconceito mostrou-se onipresente (99%), mas com algum predomínio do que classificamos como um preconceito leve (54%), seguido de uma parcela ainda considerável de preconceito mediano (39%) e apenas 6% portadores de um forte preconceito. Os 99%, portanto, não constituem uma medida direta da extensão de homofobia no país. É preciso distinguir os que apenas partilham crenças preconceituosas, como a ideia de que Deus fez homem e mulher para que procriem, dos que apoiam medidas discriminatórias, opondo-se por exemplo à união civil homessexual. Estamos trabalhando nessa análise e a hipótese é que encontraremos uma taxa alta, mas minoritária, de pessoas efetivamente homofóbicas.

72% diz não se importar em ter um colega de trabalho LGBT. Não é contraditório tal resultado comparado com os outros? Como entender tal sintoma?
A indiferença declarada é inversamente proporcional à proximidade, ao grau de contato: cai para cerca de 58% se soubessem que fariam um tratamento com um médico homossexual, ou ainda que o professor ou a professora de um filho pequeno é homossexual, e despenca para 13% caso um filho virasse gay ou uma filha lésbica.

Qual sua opinião a respeito da Frente Parlamentar LGBT? Ela tem sido útil?
Não acompanho de perto o trabalho dos congressistas e, de modo geral, a mídia dá pouco destaque à atuação da Frente. Mas certamente o fato de que o PLC 122/06 já tenha entrado no terceiro ano de tramitação sem que se saiba ainda se irá e quando à votação, não nos autoriza a debitar esse demora à Frente LGBT - a intolerância dentro do Congresso não há de ser menor que a que encontramos, Brasil afora, em qualquer parte.

A religião e o machismo, para você, são os principais entraves. Que caminho você aponta para que isso mude?
O movimento LGBT tem um papel central nesse processo. As mudanças na legislação são importantes mas só acontecerão sob pressão social. Vale a mesma lógica para as mudanças no plano da educação pública - a formação de professores preparados para lidar com conflitos de natureza homofóbica, a vigilância constante sobre material didático que não reflete a diversidade sexual -, o fim do atendimento discriminatório na saúde, ou ainda por parte das polícias etc., são áreas fundamentais de atuação para a mudança, a médio prazo, do cenário retratado pela pesquisa, e só ocorrerão a partir da sua difusão e expressão como demandas coletivas.

A semioticista Edith Modesto diz que "os pais não são educados para terem filhos gays". Você concorda? Por quê?
Não conheço o trabalho de Edith Modesto, mas o fato de 72% dos brasileiros afirmarem que não gostariam de ter filhos gay ou lésbica e mais 7% dizerem que os expulsariam de casa dá uma boa medida desse despreparo dos pais reais ou potenciais.

Como você avalia o programa Brasil Sem Homofobia?
Trata-se de uma iniciativa inédita no âmbito das políticas públicas - implementada no governo Lula pela Secretaria Especial de Direitos Humanos - que tem um fim bastante ambicioso, se considerarmos o retrato atual desse debate no Brasil. Mas era preciso começar e, como se diz, antes tarde do que mais tarde. Há muito a ser feito, inclusive a respeito da própria visibilidade do programa, conhecido por apenas 10% da população.

Qual a sua opinião a respeito das bancadas religiosas?
As bancadas religiosas, que são suprapartidárias, são poderosas não só por conta de sua representatividade no legislativo mas por sua capacidade de influência sobre os demais poderes, o executivo e o judiciário - ou, invertendo o raciocínio, porque estes são, muitas vezes, permeáveis aos lobbies dessas bancadas. E elas se mobilizam não só na resistência ao avanço do combate à homofobia no país, como em torno de outros fins retrógrados, como a manutenção da penalização criminal de mulheres que passam por abortamento provocado. Mas eventualmente também sofrem derrotas, a exemplo da liberação de pesquisas científicas com células tronco embrionárias pelo STF, em maio do ano passado - o que mostra que, embora fortes, as bancadas religiosas não são imbatíveis.

Ultimamente a mídia tem ajudado a diminuir o preconceito ou a reforçá-lo?
Isso é controverso. A meu ver o papel da mídia tem sido ambíguo - ora contribuindo para desconstruir o preconceito, como quando noticia casais homossexuais adotando crianças e constituindo famílias amorosas (a exemplo de uma reportagem recente no Fantástico da TV Globo), ora reforçando o preconceito, como nos programas semanais supostamente humorísticos - inclusive da própria Globo - em que estão sempre presentes personagens homossexuais esteriotipados.

Com uma sociedade tão homofobica em relação aos LGBTs, acredita na aprovação do PLC 122?
Como eu dizia, é tudo uma questão de jogo de forças - é preciso que o movimento LGBT, simpatizantes e todas as pessoas que querem uma sociedade brasileira justa, do ponto de vista da igualdade de direitos e oportunidades, se mobilizem para pressionar os atuais legisladores e, se o PLC 122 não for aprovado agora, que aumentem a mobilização em torno dessas causas nas próximas eleições gerais, em 2010, de modo a mudar a configuraçao dos congressistas.

A pesquisa revelou que 99% dos entrevistados têm preconceito com os LGBTs. No momento, temos 3 revistas em bancas voltadas à comunidade gay (Dom, Junior e Aimé), pacotes de viagens focado no público gay e grandes casas noturnas. Com essas duas disparidades, da pra ser otimista quanto ao futuro gay?
Como vimos, os 99% abarcam preconceituosos com diferentes intensidades, sendo bastante minoritário o grupo fortemente preconceituoso (6%). Não há dados de pesquisas anteriores equivalentes para avaliarmos se esse cenário é melhor ou pior que 10 ou 20 anos atrás. Pelo crescimento das publicações segmentadas, pela descoberta do poder aquisitivo dos grupos LGBT por parte de diferentes setores empresariais, pela força e disseminação das Paradas, minha hipótese é que a situação atual, embora ainda crítica, é melhor hoje do que já foi em qualquer momento anterior de nossa história. E, prevalecendo um ambiente democrático, é pouco provável que haja retrocessos importantes. A meu ver, embora o jogo de forças seja bruto, a tendência é favorável à conquista de novos direitos - um raciocínio que estendo a outros grupos social, econômica e culturalmente discriminados.

Falta vontade do Governo Federal e dos parlamentares em debaterem essa questão?
Nem o Governo Federal - que é um governo com ampla aliança partidária - nem o Congresso Nacional podem ser vistos como tendo homogeneidade em qualquer tema, menos ainda na questão do combate à homofobia que, como se sabe, por convicções religiosas gera divisão até mesmo dentro dos partidos de esquerda. Em vez de tratá-los como entidades unívocas, que não são, importa é identificar quem no governo, no Congresso e nos partidos é a favor, quem é contra as causas do movimento LGBT, e sobretudo quem ainda não é a favor mas é sensível a elas e suscetível à cooptação.

Vivemos um Estado laico?
Constitucionalmente sim, mas os lobbies religiosos buscam continuamente reverter, na prática, essa conquista.

As Paradas Gays ainda podem ser consideradas instrumentos de luta? Ou já foram superadas?
Não creio que o papel das Paradas esteja esgotado. A agitação das bandeiras do movimento, maximizada quando as Paradas ganham espaço na mídia corporativa, o tema da visibilidade das comunidades LGBT e seu provável impacto na delicada decisão de cada um em sair ou não do armário, sugerem que as Paradas ainda têm um papel político importante a cumprir. Ou será que as comunidades LGBT no Brasil se resumem aos 4% que assumiram na pesquisa sua orientação homo ou bissexual, e/ou alguma identidade de gênero LGBT? Não creio.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Tensão marca eleição do Conselho da Diversidade Sexual da cidade de São Paulo


Será eleito amanhã (10/03) às 16h, na sede da Coordenadoria de Assuntos da Diversidade Sexual (CADS), o presidente do Conselho Municipal da Diversidade Sexual que, junto com os representantes de cada gênero que foram eleitos no âmbito do Fórum Paulista, tem a função de ser um interlocutor entre a sociedade civil e o poder executivo.

Certo grau de animosidade, no entanto, marca esta eleição. Ao conversar com o atual presidente do conselho, Dimitri Sales, ele disse que prefere se isentar de qualquer comentário a respeito do processo da eleição atual, pois considera o clima vigente "pesado". Sobre o conselho, opina dizendo que este é muito "importante", mas, para não criar polêmicas, prefere deixar sua avaliação na hora da escolha do novo presidente.

Oficialmente há uma candidatura pública. Quem postula vaga à presidência do Conselho é Lula Ramirez, fundador do Grupo Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade e Amor (CORSA), que divulgou uma carta defendendo sua candidatura. Entre as suas intenções, Lula diz que é necessário tornar o conselho "atuante e combativo, especialmente após um longo período de hibernação e inatividade". A reportagem tentou contato com Lula na tarde de hoje, mas não obteve sucesso.

Outro nome divulgado como concorrente à vaga é da ativista lésbica Irina Bacci - atualmente coordenadora do Centro de Referência da Diversidade. Ela negou que seja candidata. Na verdade, explicou que haverá uma reunião entre aativistas lésbicas hoje a noite e de lá sairá um nome. "Pode ser o meu, como pode ser de outra colega", ressalta. Independente de "quem ser escolhida, o nome irá representar um coletivo". A outra possível indicada se trata de Marcia Cabral, do Coletivo de Lésbicas Feministas (CFL).

Sobre o processo de eleição, Irina diz que há uma confusão quanto às possibilidades de ação do futuro presidente do conselho. "Há gente dizendo que se eleito vai fazer isso e aquilo, o que não é verdade, pois o presidente do conselho não tem poder deliberativo, tudo é decidido entre todos os conselheiros", afirma.

Franco Reinaudo, atual coordenador da CADS, disse que o seu projeto ao conselho é "levá-lo para junto da CADS". Sobre a eleição, preferiu não emitir qualquer opinião. "Como coordenador e amigo de ambos os candidatos tenho que ficar isento", afirmou dizendo que logo que elegerem o novo presidente será marcada uma reunião. Franco disse também acreditar que o conselho pode ajudar nas "estratégias da CADS".

A eleição acontece amanhã (10/03), às 16h, no prédio da Secretaria de Participação e Parceira, que fica na rua Líbero Badaró, 119, 6º andar.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Sean Penn defende casamento gay após receber Oscar de melhor ator por Milk



Aconteceu ontem, domingo (22/02), a 81ª cerimônia de entrega do Oscar para as produções cinematográficas produzidas no ano 2008. Uma das grandes expectativas era em relação ao prêmio de melhor ator. Entre os concorrentes estava Sean Penn, que interpretou o ativista gay Harvey Milk, primeiro político assumidamente homossexual a se eleger a um cargo público nos Estados Unidos.

Visivelmente emocionado após receber o prêmio, Sean Penn disse esperar que "os nossos netos tenham orgulho de nós". Depois em um recado direcionado o ator afirmou que pensa "naqueles que votaram contra o casamento gay... Que vergonha heim!", referindo-se à vitória da Proposta 8, que proibiu o casamento gay na Califórnia, em novembro do ano passado. Quem também marcou pelo seu forte discurso foi o roteirista de "Milk", Dustin Lance Black, que, muito emocionado ao receber o prêmio de melhor roteiro original, defendeu o amor entre iguais.

Outro grande momento da noite e não menos esperado, era a premiação de melhor ator coadjuvante. Confirmou-se o favoritismo e o prÊmio póstumo a Heath Ledger, que concorria por sua interpretação do Coringa em "Batman - The Dark Night". O prêmio póstumo, que foi recebido pela família de Ledger. Personalidades como Angelina Jolie, Meryl Styreep, Brad Pitt e Sean Penn foram focalizados chorando ou fortemente emocionados.

Este ano, a Academia mostrou alguns sinais de mudanças e simpatia. Durante o evento foi apresentado um clipe com os filmes românticos que marcaram época. A edição de imagens finalizou com a cena de Milk onde Harvey (Sean Penn) e seu companheiro (Jame Franco) trocam um longo beijo. A cena foi mostrada na íntegra e posteriormente aplaudida.

Antes da entrega de melhor curta-metragem, um vídeo protagonizado por Jame Franco, voltou a exibir cenas em que Penn e Franco se beijam em Milk.

Por volta da 1h20 da manhã a cerimônia encerrou entregando o prêmio mais esperado da noite, o de melhor filme. Sem grandes surpresas "Quem quer ser milionário? (Slumdog Millionaire)", faturou o prêmio. Assim a equipe do filme inglês/indiano voltou para casa com oito estatuetas do Oscar.

sábado, 21 de fevereiro de 2009

MEC reconhece relação gay como entidade familiar pata cálculo de renda no ProUni


Nesta terça, 20, o Ministério da Educação deu parecer favorável ao pedido apresentado na última semana pelo funcionário público de Guarulhos, J.G.A, que brigava para que o órgão considerasse para cálculo de renda a relação que vive com seu companheiro. A ideia era garantir o direito a concorrer a uma bolsa do ProUni. O parecer foi elaborado por Ricardo Garroux, coordenação-geral de Relações Acadêmicas de Graduação do MEC, e obteve respaldo da Secretária da Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci. Garroux contou que levou em consideração os demais órgãos governamentais que já praticam políticas que favorecem a população LGBT. "O Ministério do Trabalho, por exemplo, já concede ao estrangeiro parceiro de um homossexual o direito a visto de trabalho no País", lembra Garroux. No entanto, a principal base para que o caso de J.G.A tivesse um final feliz foi um parecer da Advocacia Geral da União, que em junho de 2008 reconheceu a união civil gay com o intuito de conceder benefícios previdenciários a servidores LGBTs do Rio de Janeiro. Ricardo Garroux fez questão de lembrar também que o MEC é um dos órgãos participantes do programa "Brasil sem Homofobia". "O MEC é um órgão que prima pela inclusão, não pela exclusão", diz o coordenador-geral. Quando perguntado sobre a portaria que o MEC supostamente publicaria permitindo que pessoas na situação de J.G.A tivessem direito ao mesmo benefício, Garroux assegura que não há necessidade. Segundo ele, o artigo 6º da portaria normativa de número 20, que trata do processo seletivo para o ProUni, já define o companheiro ou companheira do requerente como membro do grupo familiar, sem especificar o gênero das pessoas. "O que faltava era uma interpretação inclusiva do artigo", diz Garroux. Tanto J.G.A quanto as Faculdades Integradas Torricelli, instituição escolhida pelo candidato a universitário para cursar Letras, já foram notificados da decisão.

Maioria de ouvidos em pesquisa nacional associa gays á promiscuidade


Na pesquisa realizada pela Fundação Perseu Abramo em conjunto com o Núcleo de Opinião Pública, foi revelado que os gays em geral não são bem vistos pela sociedade. De acordo com o estudo, 57% das 2.014 pessoas entrevistadas acreditam que os gays "quase sempre são promíscuos". Outros números foram revelados pela pesquisa: 29% admitem que são homofóbicos com travestis, 28% não suportam transexuais, 27% não toleram lésbicas e bissexuais e 26% não conseguem ver dois homens juntos. Além do preconceito a olhos vistos, o estudo apontou que apenas 24% dos entrevistados em 150 municípios brasileiros acreditam que os gays precisam de medidas legais que os amparem. A pesquisa conclui comparando que os gays sofrem com o mesmo nível de rejeição comumente dedicado à ciganos, ex-presidiários e prostitutas.

Filme sobre o primeiro político gay dos Estados Unidos estreia hoje


O novo filme do diretor Gus Van Sant, "Milk - A Voz da Igualdade", não conta apenas a história do ativista gay Harvey Milk, como também retrata a luta dos homossexuais contra a política de represálias que se formou na década de 70, na cidade de São Francisco (EUA).

Na data de seu aniversário, Harvey (Sean Penn) comemora ao lado de seu novo namorado Scott (James Franco), mas sente-se um pouco frustrado por ter acabado de completar 40 anos e ainda não ter feito nada, em sua percepção, de relevante na vida.

Neste dia, o quarentão ainda não sabia que, dali a algum tempo, seu próximo aniversário seria com uma grande festa no bairro de Castro. Afinal, Harvey Milk se tornaria o primeiro político assumidamente gay de São Francisco.

Tal conquista, não foi tão fácil. Assim como hoje as bancadas religiosas tentam barrar a aprovação do PLC 122 - que criminaliza a homofobia no Brasil - , Harvey, em 1972, lutava pela igualdade de gays e lésbicas, pelo direito de ir e vir, e de pertencer a uma sociedade que, em sua maioria, era formada por conservadores e fundamentalistas que defendiam "a base da união familiar [homem e mulher]" (qualquer semelhança com os dias atuais, não é mera coincidência).

"Pagamos impostos para sermos protegidos e não perseguidos", dizia Milk em um de seus discursos. Nesta época, gays andavam pelas ruas de Castro com apitos pendurados no pescoço ou dentro dos bolsos para caso fossem "repreendidos" pela polícia, terem como se defender 'apitando' por ajuda.

Nos dias atuais, fica clara a ideia de que não haverá, tão cedo, um candidato como Milk. O ativista não lutava por uma causa, ele fazia parte dela. Eis a diferença.

O filme trás ainda a reflexão de que, se hoje homens e mulheres podem caminhar de mãos dadas com uma pessoa do mesmo sexo na rua é porque muitos já sofreram, 'apitaram', e lutaram para que isso fosse possível.

"Milk - A voz da Igualdade" nos mostra que existiu e sempre haverá obstáculos a serem ultrapassados pela comunidade gay. Mas falta, principalmente, alguém que tome a frente, e grite algo parecido com: "meu nome é Harvey Milk, e estou aqui para recrutá-los".

Denilson Junior

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

Igreja americana pretende realizar protesto contra peça gay no Reino Unido


Fiéis da Igreja Batista de Westboro, conhecidos por marcarem presenças em enterros de vítimas da Aids e de soldados americanos portando cartazes com os dizeres "Deus Odeia Bichas", prometem realizar amanhã (20/02) um protesto contra a peça "The Laramie Project", que fala sobre a morte de Matthew Shepard, gay do Wyoming que foi espancado até a morte em 1998 e virou símbolo da luta contra a homofobia.

O protesto será em frente a faculdade de Basingstoke, onde será apresentada a peça. Na época da morte de Matthew, a Igreja, fundada por Fred Phelpa, aproveitou o fato para mostrar ao mundo suas crenças contra os homossexuais.

Grupos de ativistas já se manifestaram e tentaram impedir o protesto.

Denilson JUnior
Diretor LGBT da UJS