sábado, 2 de maio de 2009

Judeus, gays e mulheres protestam


A quantidade e a variedade de ONGs que protestarão contra a visita do presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil foi aumentando a cada dia na última semana.

A comunidade judaica gaúcha promoveu abaixo-assinado. Em São Paulo, a Juventude Judaica Organizada, com homossexuais e entidades defensoras das mulheres, fará um ato, neste domingo, na Avenida Paulista. “Um país democrático como o Brasil não pode receber um defensor do totalitarismo, da homofobia, do revisionismo histórico, da discriminação religiosa e das mulheres e da destruição de Israel”, diz a convocação para a manifestação.

Em Brasília, pessoas irão às ruas em pontos-chave vestindo camisetas e portando cartazes com as seguintes mensagens: “You send homosexuals to death” (Você manda matar homossexuais) ou “You throw stones at women” (Você atira pedras em mulheres). Será exibido um cartaz de 20 metros com fotos de crianças presas em um campo de concentração e dizeres em inglês: “How dare you deny?” (“Como ousa negar?”, sobre o Holocausto) e “You are not welcome in Brazil” (“Você não é bem-vindo no Brasil”).

O Movimento de Justiça e Direitos Humanos, do Rio Grande do Sul, emitiu nota falando do “virulento antissemitismo” de Ahmadinejad: “Numa época em que se constata o crescimento do ódio aos judeus em todo mundo e que a negação do Holocausto atinge níveis preocupantes, é infamante (a visita).”

O presidente da Confederação Israelita do Brasil (Conib), Cláudio Lottenberg, manifestou sua contrariedade.

– Repudiamos a presença de Ahmadinejad em um país como o nosso, democrático e hospitaleiro – disse.

Já a Federação Israelita do Rio Grande do Sul condenou Ahmadinejad, também, por financiar o terrorismo.



Homofobia e anti-semitismo

Mahmoud Ahmadinejad assumiu a presidência do Irã em 2005. Desde então virou alvo de diversas organizações internacionais de defesa dos direitos humanos devido suas polêmicas declarações e atitudes. Entre outras coisas, Ahmadinejad já negou a existência do Holocausto, assim como estimulou o genocídio aos judeus, o que levou a Embaixada Cristã Internacional de Jerusalém a pedir a ONU que o presidente iraniano fosse processado por estimular o genocídio.

Ahmadinejad também é inimigo da comunidade LGBT, já que as leis iranianas permitem que homossexuais sejam punidos com a morte. Estima-se que mais de quatro mil homossexuais já tenham sido assassinados no Irã desde 1979.

No final de 2007, em visita aos Estados Unidos, Ahmadinejad fez um discurso na Universidade de Columbia onde afirmou que no Irã não existiam homossexuais. "Nós não temos esse fenômeno. Nossa nação é livre", afirmou ele na ocasião. Um ano depois o presidente iraniano admitiu que talvez “existam” alguns homossexuais no seu país.

Um comentário:

Luiz disse...

hola eu estava morando em santiago do chile e frequentava a comunidade sefaradim de providencia Rabino Daniel zang agora estou de volta al brasil moro no rio de janeiro e nao tenho comunidade podia me indicar alguma que aceita os gls e-mail beneyisrael30@hotmail.com 021 71056916 toda raba